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Revista
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selecione a edicao  Edição: Ano 7 | No. 77 | Janeiro/2010 | pág. 08 a 09
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Panorama
Estreantes de 2009 patinam na bolsa de valores


O ano de 2009 não foi ruim apenas em número de ofertas iniciais de ações (IPOs), mas também em desempenho. Das cinco companhias que estrearam na Bolsa até 14 de dezembro do ano passado, apenas duas registravam alguma valorização até essa data.
A alta mais significativa era a da empresa de engenharia Direcional, que passou dos R$ 10,50 do lançamento, em novembro, para R$ 11,25.

Visanet, que inaugurou a lista de IPOs de 2009, terminou o ano muito próxima do valor da estreia. O desenrolar do mercado de cartões de crédito parece ter desapontado parte dos 53 mil investidores que participaram da oferta. “Na época, o cenário era diferente”, observa Laura Lyra, analista da Ativa Corretora. Segundo ela, já se precificava o fim dos contratos de exclusividade com as operadoras de cartão, mas prevalecia a perspectiva positiva de crescimento (por conta da substituição do uso de cheques), com margens de lucro elevadas. “Desde então surgiu uma série de notícias sobre o aumento da regulação do setor e a entrada de novos concorrentes”, completa.

Santander Brasil, que protagonizou a maior oferta de ações do mercado brasileiro, acumula queda de 1,95%. Mas há quem acredite que a situação pode mudar em breve. Em relatório enviado a clientes, os analistas do BTG Pactual Eduardo Nishio e Eduardo Rosman iniciaram a cobertura do Santander com o título “jóia da coroa” e a recomendação de compra. A perspectiva é de que o papel, lançado a R$ 23,5, alcance R$ 28. Cenário macroeconômico de recuperação, redução dos custos de crédito e ganhos de sinergia após a integração com o Banco Real estão entre os fatores que baseiam a avaliação.

A maior baixa entre as novatas é a da Tivit, que caiu de R$ 15 para R$ 12,50 e, desde o início da negociação, nunca conseguiu fechar um pregão com preço superior ao do IPO. No último dia 16, analistas do Credit Suisse, em relatório, avaliaram os termos do empréstimo obtido pela companhia com o BNDES como “mais favoráveis do que o esperado”.


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